
Tati Helene
soprano
...dominou o palco com grande magnetismo. A solidez de sua interpretação cênica e a qualidade de sua performance vocal resultaram no trabalho mais gratificante que se poderia observar neste 'Flying Dutchman'. (...) Ela apresentou uma performance impecável, dando vida a uma criança/mulher que amadurece em questão de minutos, expressando angústia, compaixão, êxtase e um inabalável senso de propósito em sua decisão intransigente de ser a fiel redentora do Holandês.
Leonardo Marques, movimento.com
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TERRITÓRIO
Brasil - exclusivo
BIO
Eleita pela principal revista de música eletrônica do país como a melhor cantora de 2019 por sua atuação como Vanessa na ópera homônima em Guarulhos, Helene trabalhou com importantes nomes da cena lírica europeia, entre os quais se destacam os diretores de cena Peter Konwitschny, com quem Salomé excursionou pela Suíça, Bepi Morassi, em produção no Teatro La Fenice, em Veneza (onde deu vida à personagem Rosa na ópera Il Piccolo Spazzacamino de Britten) e Stefano Vizioli, na produção paulistana de Falstaff feita pelo Theatro São Pedro (como Alice Ford), e os maestros Michael Radulescu, da Áustria (como solista na Kantate 110 de Bach) e Alessandro Sangiorgi, italiano convicto no Brasil (com quem Mercedes esteve na produção de Carmen, no Teatro Guaíra, em Curitiba, e Norma, em concerto no mesmo teatro).
Nos anos em que viveu na Itália, recebeu bolsa de estudos do governo italiano e do Conservatório Antonio Buzzolla devido ao seu mestrado em performance e se apresentou em alguns dos principais palcos do país, como o Teatro Malibran em Veneza, o Teatro Comunale de Rovigo e o Teatro Olímpico em Vicenza.
No Brasil, foi convidada duas vezes para dividir o palco com renomados artistas do meio lírico no projeto Grandes Vozes, primeiro com o barítono Renato Bruson e depois com a mezzo-soprano Graciela Araya, ambas com performance de público e crítica. Participou duas vezes do Festival de Ópera do Theatro da Paz, como Salomé na ópera homônima (2012), e como Senta na ópera Der fliegende Holländer (2013), a primeira ópera wagneriana a ser apresentada na cidade. Novamente como Senta, cantou no Palácio das Artes de Belo Horizonte em 2018. No final de 2013, foi convidada para substituir, no mesmo dia, a soprano Eliane Coelho no difícil papel de Médée de Cherubini no Theatro Municipal do Rio de Janeiro com a OSB sob a regência do argentino Carlos Vieu.
Destaca-se também sua atuação na ópera La Voix Humaine, com direção de Roberto Alvim, que a consagrou à crítica brasileira por sua brilhante atuação, em seus 3 anos de turnê, Guarulhos 2015, São Paulo 2016 e Rio de Janeiro 2017. Por sua atuação na Sala Cecília Meirelles, foi eleita uma das melhores do ano de 2017 pelo Movimento.com. Foi protagonista de diversas estreias brasileiras, a ópera L'incoronazione di Poppea, de Monteverdi, no Planetário do Rio de Janeiro (2014), a ópera Vanessa de Barber, no Teatro Adamastor, em Guarulhos, e a estreia mundial de Peru de Natal, de Martinelli, como Maria Luísa, no Theatro São Pedro, ambas em 2019.
Helene também se destaca como solista em obras sinfônicas: no Brasil, Uruguai e Itália, cantou a “Missa para dois solistas, coro e orquestra”, de Leandro Alvarenga (composta especialmente para ela), a “Messe in G-Dur”, de Schubert, o “Réquiem”, de Faurè, o “Magnificat” e o “Gloria”, de Vivaldi, o “Veni Creator Spiritus”, de Jommelli (estreia brasileira), o “Lobgesang”, de Mendelssohn, as “Vesperae Solennes de Confessore”, de Mozart, a “2.ª Sinfonia” de Mahler. ”e "4. Symphonie", "Scheherazade" de Ravel, "Te Deum" de Dvorák, "9. Symphonie" de Beethoven, "Floresta do Amazonas" de Villa-Lobos e "La mort de Cléopâtre" de Berlioz.
Participou do Festival de Ópera de Brasília 2014 cantando "Vier letzte Lieder" de Strauss. Possui mestrado em performance operística pelo Conservatório Antonio Buzzolla, na Itália, bacharelado pela FAAM e, além disso, é atriz profissional formada pelo William Shakespeare College. Seus professores de canto foram Heloísa Petri, Carmo Barbosa, António Garófalo, Luisa Giannini (Itália) e Dr. Emilio Pons (NY).
Em busca da perfeição, a soprano também participou de diversas Master Classes com destacados mestres do canto lírico como Fiorenza Cossotto, Silvia Sass, Jaime Aragall, Mara Zampieri, Maria Pia Piscitelli, Teresa Berganza, KS Edda Moser, KS Thomas Moser, KS Karan Armstrong, Chuck Hudson, Denis Combe-Chastel, Angelo Raciti, Martin Struckmeyer, Janet Williams, Petra Lang, Carlos Montane e Olga Mykytenko.
Foi vencedora do primeiro prêmio do Concurso Bianca Biancchi em Curitiba (2002), selecionada nas Audiciones Nuevas Voces Liricas del Teatro Colón de Buenos Aires (2008) e indicada como promissora voz wagneriana nas Audições Brasileiras do Concurso Internacional Richard Wagner (2009).
